
UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA
CURSO: Especialização em Língua Portuguesa e Literatura.
DISCIPLINA: Ortografia e o ensino do Português
PROFESSOR: Vicente Martins
ALUNAS: Vaoclécia Maria de Oliveira Silva Araújo
Mariana Júlia Coelho Frota
SOBRAL-CE
2009.
CURSO: Especialização em Língua Portuguesa e Literatura.
DISCIPLINA: Ortografia e o ensino do Português
PROFESSOR: Vicente Martins
ALUNAS: Vaoclécia Maria de Oliveira Silva Araújo
Mariana Júlia Coelho Frota
SOBRAL-CE
2009.
As alterações introduzidas na Ortografia da língua Portuguesa que ocorreu em vários Países incluindo o Brasil, sendo aprovado pelo Decreto Legislativo Nº 54, de 18 de Abril de 1995, levando a língua portuguesa à pretendida unificação ortográfica desses países, ainda está em discussão muitos assuntos, por parte das pessoas, por as regras não serem às vezes claras no entendimento.
O Acordo não é claro em vários aspectos, então sobre a questão da acentuação gráfica também teve suas mudanças, mas como sempre com suas exceções. As regras aparecem algumas vezes de forma rígida e no mesmo instante quebram essa rigidez.
O Trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Nem sequer se emprega na Poesia, mesmo que haja separação de duas vogais que normalmente formam ditongo: saudade e não saüdade, ainda que tetrassílabo; saudar, e não saüdar, ainda que trissílabo, etc .
Desta forma, baseando neste ponto de vista, o Trema é para ser realmente exonerado, mas no mesmo instante a própria regra na Base XIV, conserva o Trema em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros como: mülleriano, de Muller e etc.
Assim o acordo deixa a desejar, pois se essa unificação veio para melhorar não era para ter exceções nas regras e nem omissão em alguns pontos no acordo, pois fica de certo modo complicado, ou seja, talvez mas difíceis do que já era.
Ele ficou omisso porque todo acordo é enxuto. Imagine se a lei que estabeleceu que os motoristas devem se submeter ao teste do bafômetro fosse catalogar todos os casos para ser aplicada? A lei é geral. O acordo também é. Dentro dessa filosofia, você também vai aplicar as palavras .
Para Bechara, cada pessoa deve adequar às palavras nas regras, procurar facilitando o estudo. Mas, analisando bem não é só o Trema em questão, há em outras regras muitas mudanças em relação a acentuação gráfica.
Na palavra “para” do verbo parar o acento desapareceu. O “fôrma” é facultativo. Só ficaram dois acentos diferencias obrigatórios. O pretérito perfeito “pode” e o infinitivo “pôr”. Se eu digo a um amigo que estou frequentando a academia para ficar em forma, ninguém vai pensar que estou em fôrma. O problema da ambiguidade é resolvido pelo contexto.
Segundo Bechara, sobre a questão dos acentos diferencias será resolvido o problema pelo contexto, ou seja, o assunto falado. Além disto, ainda consistem outras regras não só da acentuação gráfica como o acordo ao todo, levando as pessoas a falarem das conseqüências econômicas, mas toda mudança tem o seu preço.
Assim, desde a assinatura do presidente Lula da Silva em 1º de Janeiro de 2009 para implementação do acordo ortográfico da língua portuguesa, nós Brasileiros estamos passando por uma fase de constantes dúvidas em relação ao nosso conhecimento no tocante à escrita. Voltamos nós adultos à fase de criança em que sentíamos medo, surpresa e insegurança diante do novo.
A acentuação gráfica é um desses quesitos que tem povoado nossas mentes com dúvidas em inquietações. Aprendemos desde crianças que palavras como: assembléia, heróico, idéia, jibóia, eram acentuadas. Agora, nos ditongos abertos éi e ói, o acento agudo desaparece. No entanto, as oxítonas, palavras com acento na última sílaba, e as monossílabas tônicas terminadas em éi, úi e ói continuam com acento, no singular e, ou no plural. Ex: herói (s).
Afinal, o acento fará diferença no tocante à emoção em que as palavras nos possuem. Será que um ato heróico ( heroico) de decisão de órgãos de sangue, deixará de ter seu significado diminuidor? Ou será que a Jibóia, Jiboia de Pequeno príncipe perderá seu encanto diante de gerações de crianças e adultos ávides por descobrir seus encantos e aventuras.
A questão da acentuação gráfica é como um ser humano que amadurece diante de cada fase do crescimento. Uma questão de aceitação e adequação. Afinal, o que mudou foi à acentuação das palavras e não a sua magia de encantamento.
BIBLIOGRAFIA:
BECHARA, Evanildo. Para Desvendar o Mistério. Extraído da internet: site www.bemparaná .com.br. entrevista de Felipe Branco Cruz. Pesquisa em 04/04/09.
MARTINS , Vicente. Ortografia e o Ensino do Português. P. 17.
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